Reciclar, descobrir e empreender

Nesta última matéria da série de reportagem “Jaboatão na Fenearte: Mãos que Transformam”, você conhecerá Maria Paula e Luciene Maria

Por Tiago Brito

O artesanato foi o impulso que Maria Paula e Luciene Maria precisavam para traçar novas metas na vida. A primeira, começou no ramo, por procurar algo para ocupar o dia a dia. A segunda, encontrou o artesanato em um momento delicado de sua vida. Nesta última matéria da série de reportagem: “Jaboatão na Fenearte: Mãos que Transformam”, conheça mais sobre essas histórias de superação.

“Comecei para me distrair, passar o tempo. Por conta da minha idade, não tinha mais esperança de voltar ao mercado de trabalho. Fui me empolgando e, hoje, sou uma profissional”, afirmou Maria Paula Fernandes, 48 anos. Seu trabalho é com materiais recicláveis. “São gibis, plásticos, ou outros materiais que transformamos em coisas úteis”, completou.

Na área há uma década, ela participará pela terceira vez da 17ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que acontecerá de 7 a 17 de julho, no Centro de Convenções, em Olinda. “Participar dessa feira é o reconhecimento de um trabalho árduo. Esse é o meu sustento. Então, eu faço com muita alegria e dedicação”, enfatizou Maria Paula.

Para cuidar da mãe, Luciene Maria Gomes, 57 anos, saiu do emprego. O artesanato foi uma opção para ocupar a mente e obter renda. “Antes de fazer, já gostava de artesanato. Por conta do momento que estava passando, chegou em boa hora e permaneço fazendo”, disse. Ela começou pelos grupos sócioprodutivos, composto por artesãos, apoiado pelo Governo Municipal. A ação tem o objetivo de acompanha esses grupos, para inseri-los no mercado.

Assim como Maria Paula, Luciene também estará na Fenearte pela terceira vez. “Cada ano é uma expectativa, um novo momento. Diariamente, estamos aprendendo para divulgar os nossos nomes e participar de eventos de grande porte, a exemplo desse. O artesanato é muito satisfatório porque nos dá a liberdade de criar”, completou.

PORTAL – Elas fazem parte do Portal do Artesanato, em Piedade, que existe há sete meses. O grupo é composto por 11 membros. Desses, cinco são administradores e, os outros, pagam uma taxa para comercializar a mercadoria no local. O objetivo é criar espaço para que pequenos artesãos possam divulgar os seus trabalhos. Lá, os produtos são de diversas matérias-primas, como: tecido, escamas de peixe e materiais recicláveis. Os produtos são a partir de R$ 1,50.

O prédio está situado na Rua Cuiabá, n° 168, em Piedade. O funcionamento é de segunda a sábado, das 8h às 12h e das 13h às 18h.